Opinião: Alex Cross: A Caça

 



Alex Cross: A Caça by 
James Patterson



Título: Alex Cross: A Caça

Autor: James Patterson 
 
Págs: 384   

Editora: Topseller  

Género: Policial
 
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 O livro

«Uma cidade mergulhada no caos. Um assassino de uma crueldade assombrosa. Só um homem será capaz de o travar.

O detetive Alex Cross é chamado ao local do pior crime a que alguma vez assistiu. Uma família inteira foi assassinada de forma brutal e impiedosa, e uma das vítimas era uma antiga paixão sua.

O mesmo tipo de crimes sucede-se, mantendo um padrão semelhante: a morte de famílias inteiras, cujos corpos são depois objeto de uma crueldade violenta. Alex Cross e a sua namorada atual, Brianna Stone, mergulham neste caso e enredam-se na teia do mortífero submundo de Washington DC.

Aquilo que descobrem é tão chocante que mal conseguem compreendê-lo: os assassinos pertencem a um gangue altamente organizado, encabeçado por um diabólico senhor da guerra conhecido como Tigre. Quando o rasto deste temível assassino desemboca em África, Alex sabe que tem de segui-lo. Desprotegido e só, Alex é torturado e perseguido pelo gangue do Tigre.

Conseguirá Alex caçar o seu inimigo, ou será ele próprio a caça?


 Opinião

Este é um autor que cativa qualquer leitor, com os seus capítulos curtos que lhe são habituais e uma história empolgante, tornam a leitura dos seus livros fluente e contagiante.

No entanto posso-vos dizer que não consegui passar um minuto da leitura descansado..., que ritmo frenético a história tinha! 

Do inicio ao fim, a sua frequência cardíaca vai estar ao rubro, prepare-se para esta aventura ... 

Não recomendado a pessoas com problemas cardíacos  :)

Com James Patterson fico sempre agradavelmente surpreendido. Um autor com uma experiência e um "now-how" literário incrível. Juro que não sei porque fico surpreendido, já devia esperar isto, mas o autor tem conseguido superar-se a cada novo livro que leio dele.

Para mim este livro foi INTENSO, cheio de tensão psicológica, sumarento no que concerne acção e violência. Gostei muito.

O tema capturado neste livro lembra-nos que o papel de um escritor vai mais além do que a simples história, da preocupação do simples lazer da leitura. O grito de censura e repúdio por realidades que nos passam muitas vezes ao lado, a passividade com que são dilaceradas vidas humanas com uma banalidade desconcertante... esse grito ainda ecoa hoje na minha cabeça.

Não é possível uma pessoa racional não sentir revolta perante as atrocidades e violência gratuita (e real) que o autor nos trás. 

A história é muito bem conseguida, este é de facto um livro a não perder. 
Recomendo aos leitores ávidos por um bom enredo, suspense, acção, tensão e uma boa história.



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Tigana - A Lâmina na Alma












Título: Tigana - A Lâmina na Alma
Autor: Guy Gavriel Kay
Págs: 320
Editora: Saída de Emergência

«Um livro brilhante e complexo… Um épico arrebatador.»
Publishers Weekly

O livro

Tigana é uma obra rara e encantadora onde mito e magia se tornam reais e entram nas nossas vidas. Esta é a história de uma nação oprimida que luta para ser livre depois de cair nas mãos de conquistadores implacáveis. É a história de um povo tão amaldiçoado pelas negras feitiçarias do rei Brandin que o próprio nome da sua bela terra não pode ser lembrado ou pronunciado.

Mas anos após a devastação da sua capital, um pequeno grupo de sobreviventes, liderado pelo príncipe Alessan, inicia uma cruzada perigosa para destronar os reis despóticos que governam a Península da Palma, numa tentativa recuperar um nome banido: Tigana.

Num mundo ricamente detalhado, onde impera a violência das paixões, este épico sublime sobre um povo determinado em alcançar os seus sonhos mudou para sempre as fronteiras da fantasia.


O autor

Guy Gavriel Kay é autor de nove romances: The Summer Tree, The Wandering Fire e The Darkest Road (que compõem The Fionavar Tapestry); Tigana; A Song for Arbonne; Os Leões de Al-Rassan; Sailing to Sarantiume Lord of Emperors (que compõem The Sarantine Mosaic); e The Last Light of the Sun, o seu mais recente romance. 

É também o autor da aclamada compilação de poesia Beyond This Dark House. O seu trabalho encontra-se traduzido em vinte e uma línguas. Ganhou por duas vezes o Aurora Award, foi nomeado por três vezes para o World Fantasy Award, e recebeu o International Goliardos Award, pela contribuição por ele dada à literatura do fantástico. Guy Gavriel Kay vive em Toronto.

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O Hobbit (relançamento)









Título: O Hobbit
Autor: J. R. R. Tolkien
Págs: 264
Editora: Publicações Europa-América

«Uma obra-prima incomparável», The Times


Estreia cinematográfica da segunda parte, O Hobbit: A Desolação de Smaug, decorrerá no próximo dia 12 de Dezembro.


O Livro
O prelúdio d’ O Senhor dos Anéis

A obra que inspirou a adaptação cinematográfica de Peter Jackson.
Esta é a história da aventura de um Baggins, que deu consigo a fazer e a dizer coisas completamente impensáveis…

Bilbo Baggins é um hobbit que desfruta de uma vida confortável e sem qualquer ambição. Ele raramente se aventura em viagens, não indo mais longe do que até à dispensa de sua casa, no Fundo do Saco. Mas este conforto será perturbado por Gandalf, o feiticeiro, e por um grupo de treze anões, que num belo dia chegam para o levar numa viagem «de ida e volta». Eles têm um plano para pilhar o espantoso tesouro de Smaug, o Magnífico, um dragão enorme e extremamente perigoso.

Encontros inesperados com elfos, gnomos e aranhas gigantes, um dragão que fala, e ainda a presença involuntária na Batalha dos Cinco Exércitos, são apenas algumas das experiências por que Bilbo passará.
O Hobbit é o prelúdio de O Senhor dos Anéis e já vendeu milhões de cópias desde a sua publicação, em 1937. É claramente um dos livros mais amados e influentes do século XX.

O autor:

John Ronald Reuel Tolkien nasceu na África do Sul, de pais ingleses, em 1892. Tinha 4 anos quando o pai morreu e foi já em Inglaterra que fez os seus estudos, concluídos em 1915 na Universidade de Oxford. Alistado no Exército Inglês, combateu na Primeira Grande Guerra e foi vítima da "febre-das-trincheiras", que o levou a estar hospitalizado durante um ano. A seguir à guerra trabalhou na equipa que organizou o "Dicionário Inglês de Oxford" e começou a leccionar, primeiro na Universidade de Leeds, depois na de Oxford. Tolkien era um especialista do Old English (que vai do séc. VIII a.C. ao séc. XII d.C.) e do Middle English (que vai do séc. XII ao XVI).

"O Hobbit", seu primeiro livro (já publicara textos académicos, nomeadamente, em colaboração com E. V. Gordon, "Sir Gawain and the Green Knight) escreveu-o em 1937, e a trilogia de "O Senhor dos Anéis" foi publicada nos anos de 1954 e 55. J.R.R. Tolkien viria a morrer em 1973, com 81 anos. A série O Clube das Investigadoras, anuncia-se como uma das mais vendidas na última década nos Estados Unidos. Foi adaptada à televisão pela ABC, em 2007. Em Portugal, os episódios da série são exibidos pelo canal por cabo Fox Life.

Patterson vive na Florida com a família.

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Resultado Passatempo: A caminhar para o desastre












O blog Livro e Marcadores e a Editora Planeta agradecem as participações. 

Tivemos 260 participações e o(a) vencedor(a) foi:





  209 - Ana Filipa Losada Rodrigues - Alcabideche





Parabéns
A equipa do "Livros e Marcadores"

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Opinião: A caminhar para o desastre


A caminhar para o desastre  
 by 
Jamie McGuire
Título: A caminhar para o desastre
Autor: Jamie McGuire


Págs: 404

Editora: Planeta


Género: Romance

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O Livro

Travis Maddox perdeu a mãe quando ainda era criança. O conselho que ela lhe deu na hora da despedida foi: «Ama intensamente… Luta ainda mais intensamente…»

Travis Mad Dog Maddox é um lutador clandestino, oriundo de uma família de vários irmãos, mais velhos e duros.

Mau rapaz por definição, todas as noites leva para casa uma rapariga diferente. Até conhecer Abby Abernathy…

Mal-afamado em todo o campus devido às suas relações com as mulheres, não é de surpreender que Abby rejeite os avanços de Travis; o máximo que aceita é ser sua amiga. No entanto, Travis está decidido a lutar pelo seu coração…

Opinião 



Depois de ter lido "Um desastre maravilhoso", não podia ter ficado mais ansioso por este livro.
Esta é a versão de Travis, o personagem masculino, tinha grande curiosidade de ver como Jamie McGuire ia construir esta personagem.

Estamos perante uma personagem impulsiva, violenta, um mulherengo inveterado. As três características que esboçam a personagem antes (e depois) desta conhecer Abby são o álcool, sexo e violência. Embora a autora tenha dotado Travis de uma inteligência e uma facilidade de aprendizagem desconcertante, atribui-lhe também em "antítese" uma forte instabilidade "emocional", o que serve de contraste e cria uma personagem com uma personalidade instável.

Travis é alguém prático, que está habituado a ter tudo que pretende, vive a sua vida com intensidade e com o propósito quase único de aproveitar bem a vida. Revela-se uma pessoa violenta que arranjou um escape no boxe para poder descarregar essa tenção que parece sempre estar presente quando as coisas não lhe estão favoráveis. 

Este livro acresce robustez à história, dá-lhe dimensão, encorpa-a. 

Contudo não nos podemos esquecer que a história já foi contada, e que quem leu a história conhece o desfecho da mesma. Embora a autora tivesse o cuidado de dar algo mais à história, indo um pouco mais além do que no livro anterior. 

O que me atraiu neste livro, confesso, foi conhecer o potencial da autora para construir uma personagem masculina de uma forma mais próxima e exposta e de alguma forma condicionada pela história anteriormente contada.

Confesso que esperava um pouco mais. Mais vida para lá da primeira percepção que tive Travis, algo que me mantivesse na expectativa, algo que mostra-se uma percepção diferente do que aquela que Abby teve sobre determinados acontecimentos, algo que entra-se em conflito. Obviamente isto é a forma como eu gostaria de fosse, é uma questão de opção pessoal. Não retira qualquer mérito ao livro.
 
Gostei de testemunhar o potencial de escrita da autora, gostaria de ter a oportunidade de voltar a ler um livro da autora.



Não queria deixar de fazer referência novamente à capa, apelativa.
 
Ver opinião de "Um desastre maravilhoso" aqui
 

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