Opinião: Fraturado de Karin Slaughter



 

Abigail Campano chega a casa e entra num cenário de pesadelo. Uma janela partida, uma pegada de sangue na escada e, a visão mais devastadora de todas, a sua filha adolescente morta no chão. Sobre ela está um homem com uma faca ensanguentada na mão. A luta que se segue vai mudar a vida de Abigail para sempre.

Quando a polícia local comete um erro que não só ameaça a investigação mas também coloca em perigo a vida de uma jovem, o caso é entregue ao agente especial Will Trent do Georgia Bureau of Investigation. Will terá como parceira a detetive Faith Mitchell, do Departamento de Polícia de Atlanta, que logo no primeiro encontro lhe mostra que não é a sua maior fã.


Sob o calor implacável do verão de Atlanta, Will e Faith percebem que só trabalhando juntos conseguirão travar o homicida brutal que tem como alvo uma das comunidades mais ricas e privilegiadas da cidade. Antes que seja tarde demais.



Fracturado é o segundo livro da série Will Trent, um livro há muito aguardado mas que finalmente chegou às minhas mãos e logo que tive oportunidade devorei. 


A história centra-se num trágico e brutal assassinato de uma jovem. Quando Abigail chega a casa e vê o corpo da jovem sem vida ensanguentado e o presumível homicida a dirigir-se a si com uma faca, ela só tem uma hipótese, lutar pela vida…


O agente Will Trent (do Georgia Bureau of Investigation) é chamado ao local do crime onde Departamento de Polícia de Atlanta (DPA) já conduz a investigação. E é quando o DPA comete um erro na avaliação da cena do crime que se forma uma estranha dupla, Will Trent e a detetive Faith, uma promissora detective que tem fortes razões para não simpatizar com Will.


É este o início de uma eloquente história que cativa e agarra o leitor desde a primeira folha.

A escrita de Karin Slaughter é irrepreensível, é concerteza uma das melhores escritoras de thrillers que eu tive o prazer de ler. E encontra-se no meu TOP 5 de autores de eleição.


Will Trent é disléxico e este facto marca pela positiva a história transversalmente. Will é uma personagem que sobressai, é interessante reparar o cuidado e a minúcia que foram empenhados na construção deste personagem. A forma como o próprio usa as suas fragilidades a seu favor. A forma como quando expõe essas fragilidades o leitor percebe a dor e o inconformismo que lhe vai na alma. Gostei de um detalhe em especial, a inaptidão de Will com as mulheres. Já tinha sido interessante testemunhar esse facto no livro anterior "Triptico", mas neste livro tem um efeito diferente.


Detective Faith Mitchell é uma mãe solteira, que teve que trabalhar duramente para vingar num mundo de homens e conseguir o seu respeito, e criar o seu jovem filho. Julgo que esta personagens ainda tem muito para nos oferecer nos livros seguintes, é uma personagem com um enorme potencial.


Boa história, boa performance na evolução das personagens, uma escrita excepcional. Um livro que não vou esquecer tão facilmente. 


É um livro extraordinário. Claro que já tinha elevadas expectativas, mas o certo é que não me sinto, de forma alguma, defraudado, bem pelo contrário, superou as minhas expectativas.

Gostava de deixar um pedido à Editora TopSeller para que publique os restantes livros da autora.

Opinião de  Triptico aqui



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Passatempo: A Herança Bolena de Philippa Gregory







A Editora Planeta em Parceria com o Blog Livros e Marcadores, oferece um exemplar do livro " A Herança Bolena de Philippa Gregory "  a um dos participantes neste passatempo.

- Só são aceites participações de Portugal válidas (respostas correctas)
- Apenas uma participação por pessoa
- São aceites participações até dia 22 de Fevereiro de 2015.

 - A editora não se responsabiliza por eventuais extravios.
- Apenas são permitidas participações de pessoas que não tenham nenhuma relação "privilegiada" com a Editora Planeta

 
Pode descobrir as respostas aqui 

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A Herança Bolena de Philippa Gregory


«Philippa Gregory regressa com o seu melhor romance histórico de sempre».
USA Today


1539, a corte de Henrique VIII teme cada vez mais as constantes mudanças de humor do rei envelhecido e doente. Apenas com um bebé, como herdeiro, o rei tem de encontrar outra esposa e o perigoso prémio da coroa de Inglaterra é ganho por Ana de Cléves. Apesar de se mudar para um país onde os costumes e a língua são estranhos, Ana tem as suas razões para aceitar o casamento com um homem com idade para ser seu pai.

Apesar de se sentir deslumbrada por tudo o que a rodeia, sente que uma armadilha está a ser entretecida à sua volta.

A sua aia Catarina tem a certeza de que conseguirá seguir os passos da prima Ana Bolena até ao trono, mas Joana Bolena, cunhada de Ana, ensombrada pelo passado, sabe que o caminho de Ana Bolena a levou à Torre e à morte.


 
Philippa Gregory já era uma escritora aclamada quando se interessou pelo Período Tudor. Este foi o passo que catapultou a sua carreira literária, sendo hoje uma das autoras de romance histórico mais lidas em todo o mundo. Atualmente vive com a família numa quinta, no Yorkshire, e dedica-se, além da escrita, à investigação histórica. 

É fundadora da organização «Gardens for Gambia» responsável pela construção de cerca de 200 escolas primárias naquele país. Um dos projetos desta organização é a criação de hortas nas escolas a fim de providenciar a alimentação e desenvolvimento das comunidades.
http://www.planeta.pt/

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Close up interviews com Sandra Brown




Sandra Brown, a segunda convidada das "Close up interviews" fala sobre o livro "O último minuto" (que estará à venda já na próxima semana), sobre hábitos de escrita e partilha connosco algumas confidências com um sentido de humor delicioso. 




Paulo Pires (PP): A Sandra deu muitas entrevistas ao longo da sua vida. Vou começar por perguntar: Qual a questão que menos gosta? E porquê?

Sandra Brown (SB): Não gosto de «Onde vai buscar as suas ideias?». Isso é quase impossível de responder. Às vezes posso dizer com certeza que a ideia surgiu a partir de uma notícia, ou que eu queria escrever uma história sobre alguém numa determinada carreira, ou que queria abordar uma questão social atual. Mas na maioria das vezes, não faço tenho ideia de onde veio a ideia. Apenas está lá.

(PP):Que pergunta nunca lhe foi feita e que gostaria que fosse? E qual a resposta.

(SB): Esta é a única pergunta para a qual não tenho resposta!

(PP):Eu sigo-a no facebook, e uma das coisas que salta à vista é a relação forte e especial que tem com a sua família. Começou a escrever quando foi despedida e o seu marido foi quem a motivou a tornar-se uma escritora a “full-time”. Como gere o seu tempo entre os seus dois amores, escrita e família? Nalgum momento tem que escolher?

(SB): Isso é muito perspicaz da sua parte – a minha família é extremamente importante para mim. Considero os meus filhos a minha maior realização. São adultos comas suas próprias famílias, e não me lembro de uma época em que não tenha escrito. Eles sempre me apoiaram.O meu marido é o cônjuge mais pacientee solidário do mundo! Ele permitiu-me desinteressadamente seguir uma carreiraa fazer o que adoro fazer...porque me ama. Nunca me obrigaram a escolher entre família e carreira, mas às vezes tenho de fazer malabarismos com os horáriospara acomodar ambos! Agora, com quatro netos, eu e o meu marido esforçamo-nos por organizar encontros familiares.

(PP): Em “O último minuto” escreveu pela primeira vez na primeira pessoa através de entradas em diário. Eu julgo que o ponto de vista através da primeira pessoa é o mais íntimo, a perspectiva que mais expõe a personagem (e o autor). É muito difícil escrever na primeira pessoa?

(SB): Por acaso, gosto mais de escrever e ler na terceira pessoa do que na primeira. Mas, a fim de poder divulgar bastantes informações de fundo sem escreverparágrafos da narrativa, o que poderia ter-se tornado entediante para o leitor, revelei a históriapassada através do diário de Flora. A sua voz era tão pungente que o diário acabou por ser uma forma muito eficaz de descrever outras personagens e revelar a sua história ao leitor.

(PP): O título, “O último minuto” (“Deadline” – na versão original), tal como disse no seu vídeo promocional, transporta a sensação de urgência. Como lida com os seus prazos (“deadlines”)? São para si um problema?

(SB): Estabeleço prazos mais rigorosos para mim do que a minha editora. Voltando à vida em família, planeio férias em volta dos prazos de escrita que imponho a mim própria. Por exemplo, se planeamos algo para julho, quero ser terminada a primeira versão do livro em junho. E trabalho melhor sob pressão. Se precisode terminar, termino.

(PP): A Sandra não só escreve, também motiva as pessoas a escrever! Em conjunto com o seu marido criaram em 2008 o prémio “Scholarship Award” que «fornece um acompanhamento integral “escolar” a estudantes que demonstrem excelência e significativo potencial com escritores de ficção», atribuído anualmente, desde então. Fale-nos um pouco sobre esse projecto. 

(SB): Ter êxito na indústria da escrita / edição é difícil. Muitas vezes, bons escritores têm de manter outros empregos durante anos antes de poderem sustentar-se com a escrita. O meu marido e eu quisemos dar uma ajuda aos alunos quejá provaram a sua paixão pela escrita. Tivemos seis vencedores até agora, todos excelentes. Estamos muito orgulhosos desse legado.

(PP): Descreva-nos a sua rotina de escrita. 

(SB): Escrevo num escritório fora de casa, portanto, «vou trabalhar» todos os dias da semana. Aos fins de semana, escrevo em casa. Muitas vezes escrevo sete dias por semana, fazendo um intervalo de 2-3 dias de tantas em tantas semanas, para estar com os amigos ou a família. Não sou madrugadora, por isso o meu dia de trabalho vai das 10:00 até às 18:00, aproximadamente. À noite, leio. Essas horas são tão importantes como as horas de escrita. Para se ser um escritor, primeiro é preciso ser-seum leitor voraz.

(PP) Planeia os seus livros antecipadamente, ou deixa fluir? 

(SB): Planear é uma boa palavra. Antes de começar, já sei para onde vou.Não sei exatamente como lá vou chegar. Já tenho a história básica na cabeça, mas assim queos personagens estão no seu lugar, e em «apuros», deixo a história desenrolar-se. Os personagens tomam as decisões por mim. Ouço o que dizem, vejo o que fazem, escrevo-o. Às vezes, nem eu esperava algumas das melhores reviravoltas na história!

(PP) O que poderíamos ver no seu local de trabalho, tudo coisas normais, ou tem algo distintivo ou inusual? 

(SB): Velas e flores. São «essenciais» paramim. Além do computador,livros de referência, blocos de notas, telefone, parafernália típica de escritório, há sempre flores frescas e uma vela perfumada sobre ou perto da minhasecretária

(PP) Conte-nos algo sobre si que seja desconhecido e surpreendente.

(SB): Os fãs que me lêem há anos surpreendem-se quando me conhecem e ouvem a minha voz. Tenho um sotaque texano muito acentuado. Também já ouvi, «não esperava que a senhora fosse engraçada». Suponho que, como os livros são sérios, as pessoas são muitas vezes surpreendidas pelo meu sentido de humor.

(PP): Tem alguma história engraçada sobre “Tour”! de livros ou eventos de divulgação de livros que possa partilhar connosco?

(SV): No início de minha carreira, eu estava numa sessão de autógrafosnuma loja de um centro comercial. O dono da loja tivera imenso trabalho e pusera-me numa mesa com flores e penaspara escrever, garrafas de água e um prato de bolachas. Durante duas horas, ninguém apareceu. Não autografei um único livro. Foi humilhante. Quando eu estava prestes a ir-me embora, uma mulher aproximou-se da mesa e eu pensei: «Finalmente! Uma
leitora.» Ela perguntou: «Quanto custam as bolachas?» Acabei por lhas dar.






PS: O meu agradecimento público ao cuidado da nossa parceira Quinta Essência, em toda a ajuda que nos deu para que esta excelente entrevista tivesse lugar.


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O Bicho-da-Seda de Robert Galbraith

 



«O Bicho-da-Seda possui as características do policial britânico tradicional que nos lembram a época de ouro de Agatha Christie…» The Guardian
 
Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui.


Quando o escritor Owen Quine desaparece, a sua mulher contrata os serviços do detetive privado Cormoran Strike. De início pensa que o marido se ausentou por uns dias - como já acontecera anteriormente - e recorre a Strike para o encontrar e trazer de volta a casa.

No decorrer da investigação, torna-se claro que o desaparecimento do escritor esconde algo mais. Quine tinha acabado de escrever um romance onde caracterizava de forma perversa quase todas as pessoas que conhecia. Se o livro fosse publicado iria certamente arruinar algumas vidas - pelo que haveria várias pessoas interessadas em silenciá-lo.

E quando Quine é encontrado, brutalmente assassinado em circunstâncias estranhas, começa uma corrida contra o tempo para tentar perceber a motivação do cruel assassino, um assassino diferente de todos aqueles com quem Strike se tinha cruzado...

Um policial de leitura compulsiva com um enredo que não dá tréguas ao leitor, O Bicho-da-Seda é o segundo livro desta aclamada série protagonizada por Cormoran Strike e pela sua jovem e determinada assistente Robin Ellacott.

 
Robert Galbraith é um pseudónimo de J. K. Rowling, autora da série Harry Potter e do romance Uma Morte Súbita.

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